
No final, vejo sempre que não O amo como deveria, não O adoro como deveria, não O sigo como deveria! Isso me decepciona muito, muito mesmo. A coisa toda explode quando me deparo com os defeitos dos irmãos e vejo que os defeitos que mais me atinjem dos outros são aqueles que tive ou ainda tenho. É como se Satanás ficasse no meu ouvido: "Olha como você é... Olha como você é podre..." Nessas horas dói! Profundamente! Mas sempre me lembro das palavras de Beata Madre Teresa: "Silencie!"
Aprendi que quando estou ferido, é a hora que mais faço e falo besteiras. Quando estou machucado, é quando estou mais agressivo com os irmãos. Aprendi que nessas horas devo me calar. Quanto mais vivo o silêncio dentro de mim, quanto mais me esvazio, mais Ele entra. E neste tempo favorável do Natal, que é tempo de esperança, de aplainar as veredas para Jesus nascer em nós, estou me exercitando em deixar Ele entrar mais e mais.
Meu exercício maior é deixar as minhas coisas pra trás e deixar o meu "Eu" morrer completamente. É fazer tudo o que eu não faria normalmente em favor do próximo. É me humilhar para deixar o irmão bem. É esquecer do meu orgulho pra deixar Deus habitar no lugar dEle. Estou tentando ser obediente como foi Jesus à sua mãe nas bodas de Canaá:"Mulher, não é ainda minha hora..." a mãe: "Meus filhos: façam o que Ele diz!"
Toma, Jesus, o Teu lugar em minha vida! Recebe meu coração ansioso e orgulhoso em Tuas mãos chagadas para que não seja Eu quem viva, mas Tú mesmo viva em mim.
Jesus, eu confio Vós!